Arquiteto lista orientações para fazer do dormitório um espaço de equilíbrio emocional, promovendo saúde mental e bem-estar no dia a dia.
Bedscaping: mais que estética, um convite ao autocuidado
Os números impressionam: uma pessoa passa, em média, um terço da vida dormindo — o equivalente a cerca de 26 anos. Diante da rotina agitada e das exigências da vida moderna, o quarto se torna essencial para o equilíbrio emocional. É nesse contexto que surge a tendência do bedscaping, que propõe transformar o ambiente em um santuário de autocuidado, conforto e serenidade.
“Não é apenas onde dormimos, mas o lugar onde recarregamos a mente, o corpo e o espírito. Por isso, o bedscaping se tornou tão essencial: ele nos lembra da importância de cuidar da estética e da funcionalidade do ambiente”, explica Fabio Lima, arquiteto da GT Building.
O quarto como templo pessoal
Mais do que a cama em si, o bedscaping propõe uma composição consciente de todo o entorno, promovendo uma atmosfera harmônica e acolhedora, que favorece a presença e o bem-estar.
Nos últimos anos, o minimalismo se destacou com ambientes neutros e silenciosos. Agora, com o avanço do maximalismo contemporâneo, o lar — especialmente o quarto — volta a ser um espaço de expressão afetiva.
“Camadas de tecidos, almofadas com diferentes texturas, livros, objetos decorativos e cores mais intensas reaparecem com propósito. O bedscaping atua como uma ponte entre esses dois mundos”, completa Fabio.
6 orientações práticas para aplicar o bedscaping
1. Sensações que os materiais provocam
Tecidos naturais como linho e algodão conferem leveza e frescor. Mantas, sobreposições e almofadas criam camadas visuais que convidam ao toque e ao descanso. Escolha a roupa de cama com critério — ela está em contato direto com o corpo.
2. O papel das cores
Tons suaves, terrosos e neutros — como areia, argila, verde oliva ou off-white — remetem à natureza e acalmar o olhar.
“Se você é mais ousado, recomendo tons mais profundos dessa paleta. Vale lembrar que o bedscaping é sobre intenção e sensações”, reforça Fabio.
3. A iluminação como aliada
Prefira luzes indiretas: abajures com luz amarelada, arandelas ou fitas de LED atrás da cabeceira criam um ambiente intimista. Tenha mais de uma fonte de luz, com diferentes intensidades para diferentes momentos — da leitura ao relaxamento.
4. Texturas, aromas e silêncio: o templo sensorial
- Tapetes felpudos
- Cortinas que filtram a luz
- Difusores com aromas como lavanda ou cedro
- Sons suaves — ou o silêncio
Cada elemento estimula positivamente os sentidos e transforma o ambiente em um refúgio completo.
5. O que evitar
- Iluminação fria e direta
- Excesso de cores vibrantes
- Objetos sem função
- Eletrônicos em destaque (TVs, cabos, carregadores)
Esses elementos causam distrações e aumentam a exposição à luz azul, prejudicando o descanso.
6. Personalize: respeite sua essência
“Se eu pudesse dar uma dica de ouro, seria: respeite a sua essência. O quarto não deve seguir tendências de forma cega, mas refletir a personalidade, as memórias e o ritmo de quem vive naquele espaço”, finaliza Fabio.
Itens como peças de família, livros, quadros ou objetos afetivos são fundamentais para criar um espaço genuinamente acolhedor. O bedscaping não é um estilo, é uma abordagem — um caminho sensível e estético para o bem-estar cotidiano.







