Amor pela casa

Desordem intencional vira tendência na decoração

Foto: Pinterest

Nova estética valoriza memórias, coleções e afetos para criar ambientes autênticos, pessoais e com alma — longe do padrão minimalista impecável.


Quando o excesso é bem-vindo

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Após anos de dominação do minimalismo, a decoração abre espaço para o que é real: objetos à mostra, memórias visíveis e a casa com mais identidade. A tendência da vez é a desordem intencional — um estilo que rejeita a perfeição artificial e abraça a beleza da autenticidade.


A casa que conta sua história

“É uma curadoria emocional”, afirma Rose Chaves, arquiteta e especialista em design de interiores.
“Você exibe paixões e detalhes da sua vida de forma pensada e harmoniosa.”

Não se trata de bagunça aleatória. Trata-se de compor espaços com alma, onde livros, coleções e objetos do cotidiano ganham protagonismo. O lar passa a refletir quem vive nele — e não apenas uma estética de catálogo.

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Maximalismo com intenção

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Na prática, isso significa prateleiras com histórias, objetos de viagens, livros lidos, louças herdadas, e até lembranças inusitadas. A regra é clara: mostrar em vez de esconder.

Rose destaca que a sobreposição de elementos é uma ferramenta poderosa — misturas de alturas, materiais e texturas tornam os ambientes mais dinâmicos.

“A beleza está em composições espontâneas, mas intencionais”, explica.


O papel do vazio na composição

Mesmo em uma proposta visualmente rica, os espaços vazios continuam importantes. Eles oferecem descanso ao olhar e ajudam a valorizar cada grupo de objetos.

“O equilíbrio entre o cheio e o vazio é o que diferencia um ambiente acolhedor de um espaço visualmente saturado”, reforça Rose.


Pequenas coleções com grande efeito

Pratos antigos, frascos de perfume, caixas de fósforo vintage ou livros de infância — qualquer coleção pode ser transformada em vinhetas temáticas cheias de personalidade. O valor está no significado, não no preço.

“Não importa se veio de uma viagem internacional ou da loja da esquina. O que importa é o que aquilo representa para você”, diz a arquiteta.


O lar como extensão de quem somos

Mais do que estética, a desordem intencional é uma declaração de afeto e identidade. Um convite para viver a casa de forma plena e verdadeira.

“A casa deixa de ser vitrine e passa a ser nosso verdadeiro refúgio, feito para ser vivido em cada detalhe”, conclui Rose.

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