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Downtown Nova República une sobriedade urbana e vibração humana

Crédito: Divulgação

Projetar no coração histórico de São Paulo exige mais do que atender a demandas funcionais, impõe um compromisso com o tempo e com o território. No projeto do Downtown Nova República, o escritório Jonas Birger Arquitetos enfrentou esse desafio ao ocupar um dos últimos terrenos disponíveis da Praça da República, região consagrada por sua riqueza arquitetônica e cultural, e marcada pela presença de ícones da capital paulistana, como os edifícios Esther, Itália, Eiffel e Copan.

Com partido arquitetônico cuidadosamente desenvolvido para a Setin Incorporadora, a proposta equilibra presença e discrição. A volumetria respeita o gabarito dos edifícios vizinhos e posiciona o trecho mais alto da torre em recuo, minimizando o impacto visual sobre a praça e abrindo as unidades para a vista do generoso maciço arbóreo local. O gesto é ao mesmo tempo urbano e poético: um convite à luz natural e a um horizonte verde no centro da metrópole.

Essa relação com a vegetação da Praça da República foi tratada como uma oportunidade rara dentro da paisagem densa do centro paulistano. Em um contexto urbano muitas vezes árido, debruçar-se sobre esse “mar verde” foi um ponto de partida decisivo.

“A ideia era criar um diálogo gentil com a vegetação. Os escalonamentos foram fundamentais para preservar essa conexão visual e sensorial com a área verde”, conta Jonas Birger, fundador e diretor geral do escritório.

Ao propor studios e apartamentos de 1, 2 e 3 dormitórios, o edifício acolhe múltiplos perfis e favorece a formação de uma comunidade mista, ativa e conectada à vida do centro.

A fachada segue o mesmo princípio de respeito e equilíbrio. A paleta de cinzas e a geometria limpa — marcada por linhas retas e curvas com sutis referências ao art déco, estilo marcante da região entre as décadas de 1920 e 1940 — asseguram uma inserção elegante e afinada à ambiência já consolidada da praça.

Crédito: Divulgação

“Queríamos que o edifício não ‘gritasse’ em meio a um entorno tão carregado de história. Que tivesse presença, mas com sobriedade e elegância”, explica Waldivo Júnior, diretor de design da JBA.

Se na paisagem urbana o tom é contido, no contato com o pedestre a experiência muda de temperatura. Os interiores do térreo e as áreas comuns revelam uma explosão de cores e formas, numa aproximação afetiva com a efervescência cultural da região. No 25º pavimento, o rooftop oferece um mirante privilegiado para contemplar a skyline da capital, um espaço de pausa e contemplação que reforça a conexão entre arquitetura, cidade e habitante.

Crédito: Divulgação

Downtown Nova República é, assim, uma resposta sensível a um contexto complexo: respeita a memória, atua com responsabilidade urbanística e projeta o futuro ao somar — e não se impor — à identidade visual, simbólica e afetiva do centro de São Paulo.

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